Roteiro do Trabalho de Campo

Nós alunos da Faculdade Cenecista de Osório, (Facos) RS dia 23 e 24 de maio de 2009 às 7h 30 min saímos para nosso primeiro Trabalho de Campo. Percorremos a BR 101 em direção aos Aparados da Serra.Na primeira parada, conversamos sobre a importância do Trabalho de Campo. Posteriormente o professor comentou sobre a origem da planície costeira e o processo de ocupação da região ao redor da BR 101.Na segunda parada o colega Augusto Bobsin fez comentários sobre a Serra do Pinto, já que é morador da região. Falou-nos que o nome do vale é Vale dos Três Forquilhas, o rio que passa ao meio chama-se Rio do Pinto, a esquerda do rio, município de Três Forquilhas e a direita município de Itati. Esta região primeiramente era habitada por Indígenas e no século XIX, com a chegada dos portugueses houve a demarcação de terras e no ano de 1823 ocorreu à chegada de Alemães, dos quais muitos são descendentes. No começo do XX houve uma grande debandada daquela região por não haver Êxodo Rural, formando os municípios que existem ali por perto. Os moradores que vivem ali são pequenos minifúndios, por não haver uma grande área para plantação, plantam na parte baixa, próxima ao rio. Esta área é propicia para a agricultura porque ao longo do tempo houve um acumulo de matéria orgânica devido a sedimentação das rochas. Mas estes moradores sofrem muito quando o rio inunda, pois leva consigo todos seus investimentos. Nas encostas, como é uma área mais pobre de nutrientes, se tem o manejo da banana.A planície costeira que vimos de cima, é uma parte mais nova da Geologia, cerca de um milhão de anos, era cenozóica quaternária. É formada por sedimentos incosolidados, areia formada pela desagregação das rochas, esses sedimentos são trabalhados tanto pelos rios e pelo mar, no RS o mar avançou e recuou diversas vezes formando depósito de sedimentos dando origem as dunas e as lagoas costeiras.Ainda subindo, passamos pelos Vales que são bastante largos na planície onde se tem uma Mata especial chamada Mata Palubosa, é um ambiente encharcado de água, uma espécie de pântano em torno do rio. Nas encostas temos a Mata Atlântica um pouco devastada substituída por pastagens, ou em alguns lugares por reflorestamento, com Eucaliptos Australianos, e Pinos Canadenses, e por conseqüência naturalmente vai se transformando a paisagem.A linha de frente da Escarpa se encontrava mais distante, pela ação da água da chuva foi se recuando, formando os rios. Nessa região se tem um relevo muito dissecado, formando os Vales por entre a frente da Escarpa, no futuro esses morros irão ficar isolados, porque haverá um recuo, e as partes mais resistentes irão sobrar, formando Morros Testemunhos, como os de Torres.A parte superior da escarpa tem uma idade média de 120 a 130 milhões de anos, composta por basalto. Devido a uma grande sucessão de derramamento de lava basáltica se tornou um basalto mais ácido e mais duro obtendo maior composição de sílica. Criando maior resistência. A partir dessa resistência este basalto acaba gerando formação de frestas, fazendo com que a parte de cima seja mais vertical, por conseqüência disso ele vai ser menos desgastado pela ação da água, resultando em vales bem encaixados e profundos.Na parte inferior é um basalto mais antigo e básico, mais escuro e menos resistente, chamado Máfico.Ainda na parte inferior desse basalto encontra-se uma rocha chamada arenito, que é uma rocha resultante da consolidação de areia, fruto de um grande deserto chamado Deserto de Botucatu, há 220 milhões de anos essa região era ligada com a África, com a separação do movimento de Placas da África com a América do Sul abriu uma fissura na Crosta por onde foi se derramando a lava, formando o basalto.Na planície se tem um clima Subtropical, com temperaturas mais altas, obtendo uma vegetação adaptada a este tipo de clima.Já no Planalto temos uma altitude de aproximadamente mil metros de altura, essa altitude gera uma diferenciação de clima e de flora. A Vegetação é mais esparsa devido ao frio, onde há predominância de Araucária.A terceira parada foi em Cambará do Sul e ficamos sabendo que ela foi fundada em 17 de abril de 1864, a partir da doação de 20 hectares de terra à igreja, feita por Dona Úrsula Maria da Conceição, em pagamento a uma promessa feita ao padroeiro São José.A palavra Cambará é de origem tupi guarani e significa "folha de casca rugosa", é o nome de uma árvore típica da região. Cambará do Sul é conhecida também como a "terra dos cânions" e "capital do mel, é campeã no ranking de baixas temperaturas, sendo que o seu inverno está sempre entre os lugares mais frios do Brasil.Está localizada a 190 quilômetros de Porto Alegre, a uma altitude de 1.031 m, sendo coordenadas latitude 29º02'52" sul e longitude 50º08'41" oeste. Sua população é estimada em 6.682 habitantes conforme dados do Instituto Brasileiro de Estatística.Sua economia é baseada na agricultura e pecuária extensiva, criação de gados e exploração de eucalipto e pinus.É uma cidade rústica, com pouca infraestrutura para o turismo.Após receber as explicações sobre Cambará seguimos em direção aos Cânions do Itaimbezinho, já na chegada assistimos um documentário sobre a formação rochosa do parque, onde os Cânions foram sendo formados a partir da erosão fluvial e eólica, onde a chuva penetra horizontalmente na parede rochosa formando fendas e vale.Observando as fendas, vimos camadas de basalto, cujas são separadas devido aos derramamentos de lavas que se deram a partir dos movimentos das Placas Tectônicas.Exploramos a Trilha do Parque, cuja extensão é de 6 Km, encontramos a Cascata do Véu da Noiva, alguns arbustos nativos, nascentes de água pura, e a vegetação predominante da região, a Araucária.Na continuação do trajeto, descemos pela Serra do Faxinal que se encontra localizada na rodovia CS-360/SC-450, a cerca de 27 km de Cambará do Sul e a 15 km de Praia Grande/SC, encontra-se a divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no topo da Serra do Faxinal, a 1.007 metros de altitude.
Já na chegada a Torres, fomos a Praia da Guarita onde o professor Márcio abordou tópicos importantes sobre sua formação geológica. As falésias de Torres são formadas por basaltos diaclamados, pois a ação da água chuva penetra nas rochas formando a meteorização provocando desgastes, mesmo assim as vegetações conseguem se fixar nas fendas, causando erosão e formando as quebras de blocos.
Na base da falésia a água do mar trabalha fazendo um processo de abrasão marinha formando covas, isso faz com que a parte de baixo recue mais do que a de cima e por conseqüência forma-se um perfil vertical.
O intuíto deste Trabalho de Campo foi colocarmos em prático o que aprendemos em sala de aula, além de conhecimentos, adquirimos experiências.
Agradecemos aos professores por abrir novos horizontes, a nós acadêmicos do Curso de Geografia

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário